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29 de maio de 2016

O Vinho de Mesa no Brasil


O VINHO DE MESA brasileiro se diferencia do Table Wine nos EUA, do Vin de Table na França, do Vin di Tavola na Itália etc. por um único e importantíssimo detalhe: o Vinho de Mesa brasileiro engloba tanto os vinhos feitos de uvas viníferas quanto aqueles produzidos de uvas não viníferas, também chamadas de uvas americanas ou uvas de mesa.

Enquanto no resto do mundo o vinho, por definição, é a bebida obtida exclusivamente a partir da fermentação alcoólica do mosto de uvas viníferas, no Brasil o vinho é a bebida obtida a partir da fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura. 

Grande diferença!

Para distinguir um tipo de vinho (de uvas viníferas) do outro (de uvas não viníferas), convencionou-se que os primeiros são considerados vinhos finos, feitos de uvas finas, e o rótulo necessariamente conterá a palavra FINO: “vinho tinto seco fino”, “vinho rosado seco fino", "vinho branco fino seco” etc. 

O rótulo também pode conter a expressão "de mesa": "vinho tinto fino de mesa" , "vinho tinto de mesa seco fino" ou "vinho de mesa tinto fino" etc. porque antes de mais nada o vinho fino também é um vinho de mesa de acordo com a legislação brasileira.

Essa definição pode constar inclusive nos contra-rótulos dos vinhos importados, para adequação do produto à nossa legislação:



Contudo os vinhos produzidos com uvas não viníferas ou uvas americanas são identificados a partir da AUSÊNCIA da palavra FINO no rótulo, utilizando-se apenas a expressão “DE MESA”: “vinho tinto seco de mesa”, “vinho tinto de mesa suave”, "vinho rosado suave de mesa", "vinho branco de mesa suave" etc.

Estes são comumente apresentados nas versões seco (se contiver até quatro gramas de glicose por litro) e suave ou doce (se contiver mas de vinte e cinco gramas de glicose por litro).

São os famosos vinhos de garrafões, bem mais rústicos e simples que os vinhos produzidos a partir de uvas viníferas, facilmente encontrados em todo o país, especialmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. 



Para mais detalhes leia o artigo O VINHO FINO E O VINHO DE MESA NO BRASIL (clique no link  para acessar).

Não vale, portanto, confundir o vinho de mesa nacional, e que pode ser produzido a partir de uvas não viníferas ou americanas, com o vinho de mesa encontrado no restante do mundo.

Complicado, né? Mas acho que se fosse fácil não seria tão interessante...

28 de maio de 2016

O Vino da Tavola na Itália


Assim como o Vin de Table ou atualmente denominado Vin de France, o VINO DA TAVOLA é o vinho italiano mais simples, de classificação mais baixa e SEM IG (sem Indicação Geográfica), opondo-se aos vinhos de melhor qualidade, de origem geográfica protegida e controlados:


O típico Vino da Tavola é um vinho de menor custo produzido a partir de várias uvas ou de uma única uva vinífera, que pode ser cultivada em diversas regiões e de várias safras. 

Não há regras para a produção do Vino da Tavola, e todas as escolhas ficam a cargo do produtor / vitivinicultor.

Vale a citação de um fato curioso sobre essa classificação: o vinho "Super Toscano" Tenuta San Guido Sassicaia, que está entre os 10 vinhos Bolgheri mais bem cotados; é o terceiro vinho Bolgheri mais caro (uma garrafa não sai por menos de USD 200) e é tido como o vinho mais popular da Itália de acordo com o ranking da neozelandesa WINE SEACHER (link), a exemplo de outros tantos, por muito tempo ostentou em seu rótulo a expressão Vino da Tavola, já que o corte / blend utilizado na produção desse vinho - por opção pura e simples do vitivinicultor - não obedece as regras de origem da região da Toscana, o que sugere uma verdadeira e boa provocação de seus produtores, a desafiar o engessado sistema de classificação vigente.


Não por menos e seguindo a tendência mundial para uniformização da nomenclatura dos vinhos Europeus, a classificação dos vinhos italianos também sofreu alterações a partir de 2011, e o Vino di Tavola vem passando progressivamente a ser chamado simplesmente de "Vino", ficando mantidas as demais denominações.

27 de maio de 2016

O Vin de Table na França

Dos vinhos produzidos na França o VIN DE TABLE, atualmente designado VIN DE FRANCE, ou simplesmente SEM IG (sem indicação geográfica), é de todos o mais simples, representa cerca de 22% de toda a produção de vinhos no país, e não há regras para a sua produção.



Pode ser produzido com qualquer tipo de uva vinífera, cultivadas em qualquer região, com utilização da quaisquer meios de produção.

A única exigência é que no rótulo frontal das garrafas desse tipo de vinho, não pode haver menção nem do tipo (cepa, casta) da uva, nem da safra, e nem da região em que foi produzido, pois isso afronta as regras e regulamentos de appellation  contrôlée.


São os vinhos mais baratos consumidos no dia a dia, para serem tomados despretensiosamente com as refeições, e são facilmente encontrados na maioria dos estabelecimentos comerciais e restaurantes da França.

Contudo, vale anotar que atendendo a uma tendência (e um apelo) mundial para uniformização das nomenclaturas dos vinhos Europeus, o sistema de classificação dos vinhos franceses está em transição desde o ano de 2012, e atualmente os vinhos estão sendo classificados do mais simples para o de melhor qualidade em VIN DE FRANCE (em substituição ao que antes atendia pela denominação de Vin de Table), INDICATION GÉOGRAPHIQUE PROTÉGÉE (IGP), e a mais alta classificação e que designa os vinhos de melhor qualidade, APELATTION D'ORIGINE PROTÉGÉE (AOP).

Para saber mais sobre o complexo sistema de classificação dos vinhos franceses leia o artigo completo em CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS FRANCESES (clique no link).

26 de maio de 2016

Table Wine


TABLE WINE é um termo básico usado no mundo do vinho e em vários idiomas, com dois significados muito diferentes entre si: o primeiro define um estilo de vinho, e o segundo diz respeito ao nível de classificação do vinho de acordo com a qualidade.

Nos Estados Unidos da América o termo Table Wine designa essencialmente o estilo do vinho, que não é espumante ou frizante (e que por aqui chamamos de "vinho tranquilo"), e também não é fortificado, de sobremesa ou botritizado.

Já na Europa as expressões correlatas (Vin de Table na França; Vino di Tavola ou Vino da Tavola na Itália; Vino de Mesa na Espanha; Vinho de Mesa em Portugal; Tafelwein na Alemanha, dentro outros) dizem respeito especificamente à classificação do vinho de acordo com a qualidade ou, mais recentemente, com a identificação ou falta de identificação do local de origem e de procedência do vinho.

Fique atento a essa diferenciação.

Nos posts seguintes falarei mais detidamente sobre o Vin de Table na França e o Vino da tavola na Itália e sobre o Vinho de Mesa no Brasil.

Não deixem de ler, serão textos bem simples, curtos e muito úteis nas suas próximas compras e viagens.

25 de maio de 2016

Blend

Olá, 
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Para ter acesso ao conteúdo completo e principalmente aos novos artigos, acesse www.tudodevinho.com
Obrigada e espero você por lá :-)
Cris Spinola Faria
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BLEND: palavra de origem inglesa (a mixture of different things or qualities of things), e que traduzida para o Português significa "mistura". 

No mundo dos vinhos esse termo é sinônimo de "coupage" ou "corte", e também quer dizer que um vinho foi produzido com diferentes tipos de uvas.

Os vinhos de Bordeaux são todos vinhos de corte, Coupage ou Blended, sendo que os tintos, em sua grande maioria, são elaborados a partir da mistura das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc em diferentes proporções. Esse corte é chamado de "corte bordalês", é bastante tradicional e é reproduzido no mundo todo.  

Esse termo também é utilizado para definir o tipo de Whisky, que pode ser um "Blended" de cereais maltados misturados com grãos cereais não maltados, ou um "Single Malt", elaborado a partir de um único cereal maltado.




24 de maio de 2016

Coupage

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COUPAGE: palavra de origem francesa (action de couper. Le coupage du vin), e que traduzida para o Português significa "corte".

Quando usado esse termo, quer-se dizer que um vinho foi produzido com diferentes tipos de uvas. 

Os vinhos de corte de uvas mais famosos do mundo são os produzidos na região de Bordeaux, na França, feitos a partir da mistura das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc em diferentes proporções, o chamado corte bordalês clássico.




Assemblage

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ASSEMBLAGE: palavra de origem francesa (action de réunir des éléments pour composer un tout), e que traduzida para o Português significa "montagem". 

Quando esse termo é  utilizado, quer-se dizer que o vinho é produto da união de dois diferentes tipos de vinhos, que são produzidos separadamente, e depois de prontos são misturados para formar um novo vinho.

Os melhores exemplos de vinhos assemblage são os Champagnes, feitos em sua grande maioria da mistura de diferentes vinhos-base produzidos separadamente por tipo de uva e produtor ou até mesmo de vinhos de safras diferentes, a fim de sempre se obter um produto final com as características próprias do vinho da Maison.





20 de maio de 2016

Sommelier / Sommelière

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SOMMELIER/SOMMELIÈRE: substantivo masculino/feminino. Profissional especializado em bebidas que trabalha em restaurantes, bares e afins.

Nesse vasto mercado destacam-se oos pofissionais especializdos em bebidas alcoólicas como o Sommelier de vinho, o Sommelier de cervejas, o Sommelier de espiritituosos (destilados), o Sommelier de cachaças, e mias recentemente os profissionais especializados em bebidas não alcoólicas como o Sommelier de Café (Barista) e o Sommelier de água.

Atendo-nos ao tema deste Blog, falaremos do Sommelier de vinhos, que é o profissional com formação em vinhos e que exerce as funções relacionadas ao serviço do vinho.

É responsável pelo recebimento da bebida no estabelecimento comercial; pela elaboração da carta de vinhos; pela harmonização da bebida com os pratos do Menu do restaurante ou do evento gastronômico; e quem irá garantir a escolha de um vinho de boa procedência qualidade, e que o vinho está pronto e em perfeitas condições para ser servido. 

Para ser Sommelier é necessário muito estudo e dedicação, e o profissional deve necessariamente fazer cursos especializados na área de gastronomia e deve estar sempre atualizado, atento às novidades e às tendências do mercado.

Enólogo / Enóloga

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ENÓLOGO/ENÓLOGA: adjetivo substantivo masculino/feminino. M.q. ENOLOGISTA. Adjetivo e substantivo de dois gêneros. Estudioso ou especialista em enologia, enólogo.

O Enólogo é o profissional responsável pela produção do vinho. Ele toma todas as decisões relacionadas à produção da bebida: a casta da uva a ser cultivada em determinada região; a técnica da colheita (colheita manual ou mecanizada) e o momento da colheita (uvas mais verdes ou mais maturadas); seleção das uvas que serão vinificadas (seleção manual ou automatizada); esmagamento das uvas com engaço ou sem engaço; processo de fermentação, utilização de barrica de inox ou de carvalho; método de vinificação; possibilidade de mistura de uvas (corte ou “bend”) ou de vinhos (“assemblage”), enfim, tudo relacionado ao fabrico do vinho, da videira à garrafa. 

Esse profissional deve necessariamente ser formado em Enologia ou em Agronomia com especialização em Enologia. Contudo, no Brasil ainda são poucas as universidades que oferecem o curso de Enologia:
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio grandense, campus CAVG - Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, oferece o Curso Superior de Tecnologia, Viticultura e Enologia (acesse: http://www2.ufpel.edu.br/cavg/vitieno/).





Enófilo / Enófila

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ENÓFILO/ENÓFILA: adjetivo substantivo masculino/feminino. Que ou aquele(a) que gosta de vinho. Que ou quem se dedica ao comércio, ao estudo ou aos assuntos do vinho. 

Enófilos somos todos nós que apreciamos e estudamos os vinhos, que fazemos anotações dos vinhos que degustamos, que participamos de encontros e de confrarias. 

E também são todos vocês, que estão a gastar alguns preciosos minutos do seu dia para ler este artigo e outros tantos para aprender mais sobre esse vasto e rico mundo, e que estão a consumir cada vez mais vinhos (assim espero!).




17 de maio de 2016

Table Wine (USA), Vin de Table (FRA), Vino da Tavola (ITA) e Vinho de Mesa (BRA). Qual a diferença?

Olá, Obrigada por visitar o Blog Tudo de Vinho e seja bem-vindo.Em outubro de 2016 eu fiz a migração do conteúdo do Blog para outra plataforma, com novo layout e identidade visual.Para ter acesso ao conteúdo completo e principalmente aos novos artigos, acesse www.tudodevinho.comObrigada e espero você por lá :-)Cris Spinola Faria----------------------------------


TABLE WINE é um termo usado no mundo do vinho com dois significados diferentes: o primeiro define um estilo de vinho, e o segundo diz respeito ao nível de classificação do vinho de acordo com a qualidade.

Nos Estados Unidos da América o termo Table Wine designa essencialmente o estilo do vinho, que não é espumante ou frizante e também não é fortificado ou de sobremesa, e que por aqui chamamos de "vinho tranquilo".

Já na Europa as expressões correlatas (Vin de Table na França; Vino di Tavola ou Vino da Tavola na Itália; Vino de Mesa na Espanha; Vinho de Mesa em Portugal; Tafelwein na na Alemanha, dentro outros) dizem respeito especificamente à classificação do vinho de acordo com a qualidade ou, mais recentemente, com o local de origem e procedência do vinho.

Por conta da complexidade no sistema de classificação e da grande disponibilidade no mercado brasileiro, falaremos das duas primeiras:

Dos vinhos produzidos na França o VIN DE TABLE é de todos o mais simples, representa cerca de 22% de toda a produção de vinhos no país, e não há regras para a sua produção.

Pode ser produzido com qualquer tipo de uva vinífera, cultivadas em qualquer região, com utilização da quaisquer meios de produção.

A única exigência é que no rótulo frontal das garrafas desse tipo de vinho, não pode haver menção nem do tipo (cepa, casta) da uva, nem da safra, e nem da região em que foi produzido, pois isso afronta as regras e regulamentos de appellation  contrôlée.




São os vinhos mais baratos consumidos no dia a dia, para serem tomados despretensiosamente com as refeições, e são facilmente encontrados na maioria dos estabelecimentos comerciais e restaurantes da França.

Contudo, vale anotar que atendendo a uma tendência (e um apelo) mundial, e a fim de simplificar e unificar a classificação de vinhos na União europeia, o sistema de classificação dos vinhos franceses está em transição desde o ano de 2012, e atualmente os vinhos estão sendo classificados do mais simples para o de melhor qualidade em Vin de France (em substituição ao que antes atendia pela denominação de Vin de Table), Indication Géographique Protégée (IGP), e a mais alta classificação e que designa os vinhos de melhor qualidade, Apellation d"Origine Protégée (AOP).

Para saber mais sobre o complexo sistema de classificação dos vinhos franceses leia o artigo completo em CLASSIFICAÇÃO DOS VINHOS FRANCESES (clique no link).

Nessa mesma linha, o VINO DA TAVOLA é o vinho italiano mais simples, de classificação mais baixa, opondo-se aos vinhos de melhor qualidade, de origem geográfica protegida e controlados:


O típico Vino da Tavola é um vinho de menor custo produzido a partir de várias uvas ou de uma única uva vinífera, que pode ser cultivada em diversas regiões e de várias safras. 

Não há regras para a produção do Vino da Tavola, e todas as escolhas ficam a cargo do produtor / vitivinicultor.

Vale a citação de um fato curioso sobre essa classificação: o vinho "Super Toscano" Tenuta San Guido Sassicaia, que está entre os 10 vinhos Bolgheri mais bem cotados; é o terceiro vinho Bolgheri mais caro (uma garrafa não sai por menos de USD 200) e é tido como o vinho mais popular da Itália de acordo com o ranking da neozelandesa WINE SEACHER (link), a exemplo de outros tantos, por muito tempo ostentou em seu rótulo a expressão Vino da Tavola, já que o corte / blend utilizado na produção desse vinho - por opção pura e simples do vitivinicultor - não obedece as regras de origem da região da Toscana, o que sugere uma verdadeira e boa provocação de seus produtores, a desafiar o engessado sistema de classificação vigente.


Não por menos e seguindo a tendência mundial, a classificação dos vinhos italianos também sofreu alterações a partir de 2011, e o Vino di Tavola vem passando progressivamente a ser chamado simplesmente de "Vino", ficando mantidas as demais denominações.

Finalmente, o VINHO DE MESA brasileiro se diferencia do Table Wine nos EUA, do Vin de Table francês, do Vin di Tavola italiano etc. por um único e importantíssimo detalhe: o Vinho de Mesa brasileiro engloba tanto os vinhos feitos de uvas viníferas quanto aqueles produzidos de uvas não viníferas ou americanas.

Isso mesmo! Grifei e explico:

Enquanto no resto do mundo, por definição, o vinho é a bebida obtida a partir da fermentação alcoólica do mosto de uvas exclusivamente viníferas, no Brasil o vinho é a bebida obtida a partir da fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura. E ponto.

Para distinguir um tipo de vinho (de uvas viníferas) do outro (de uvas não viníferas), convencionou-se que os primeiros são considerados vinhos finos, feitos de uvas finas, e o rótulo necessariamente conterá a palavra FINO: “vinho tinto seco fino”, “vinho rosado seco fino", "vinho branco fino seco”. 

O rótulo também pode conter a expressão "de mesa" ("vinho tinto fino de mesa" ou "vinho de mesa tinto fino") porque antes de mais nada o vinho fino também é um vinho de mesa de acordo com a legislação brasileira.

Contudo os vinhos produzidos com uvas não viníferas ou uvas americanas são identificados a partir da AUSÊNCIA da palavra FINO no rótulo, utilizando-se apenas a expressão “DE MESA”: “vinho tinto seco de mesa”, “vinho tinto de mesa suave”, "vinho rosado suave de mesa", "vinho branco de mesa suave" etc.

Estes são comumente apresentados nas versões seco (se contiver até quatro gramas de glicose por litro) e suave ou doce (se contiver mas de vinte e cinco gramas de glicose por litro).

São os famosos vinhos de garrafões, bem mais rústicos e simples que os vinhos produzidos a partir de uvas viníferas, facilmente encontrados em todo o país, especialmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. 

Para mais detalhes leia o artigo O VINHO FINO E O VINHO DE MESA NO BRASIL 
(clique no link).


Não vale, portanto, confundir o vinho de mesa nacional, e que pode ser produzido a partir de uvas não viníferas ou americanas, com o vinho de mesa encontrado no restante do mundo.

Complicado, né? Mas acho que se fosse fácil não seria tão interessante...

13 de abril de 2016

Cuvée

Olá, 
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Cris Spinola Faria

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CUVÉE: “Quantité de vin qui se fait dans une cuve. Production d’une vigne. Une excellente cuvée.” 
A palavra Cuvée é originária de "cuve" que significa "vat" ou tanque. 
Esse termo é utilizado especialmente na França para distinguir um tipo específico de vinho, e se refere ao produto obtido da primeira prensagem da uva, e geralmente significa se tratar de um vinho que o produtor acredita ser o melhor ou um dos melhores.  
O Vin Cuvée deve ser numerado e ter o seu ano (safra) indicado no rótulo a fim de distingui-lo dos outros vinhos da mesma safra.

21 de março de 2016

Decantar e Aerar

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O mundo do vinho tem um vasto e rico vocabulário, e de quando eu quando escolherei alguns termos para explicar o significado.
As duas palavrinhas deste post são bem comuns e bastante utilizadas, até de forma incorreta, inclusive: 

DECANTAR: verbo transitivo. Passar suavemente um líquido de um vaso para o outro a fim de separá-lo do sedimento ou depósito. 
Decantar o vinho é o ato de verter, de transferir a bebida da garrafa de vinho para o decantador, seja para separar o líquido da borra quando o vinho é envelhecido, seja para aerar o vinho.


AERAR: verbo transitivo. Expor ao ar (ex.: o silo permite aerar os grãos). 
Aerar o vinho é permitir o contato amplo da bebida com o ar para que ele "respire" e evolua.
Pode-se aerar um vinho colocando-o no decantador pelo menos meia hora ates de ser servido (a base larga do decanter serve exatamente para permitir o maior contato possível do líquido com o ar). Também pode-se aerar o vinho na própria taça, girando-a com firmeza, para que o vinho "abra" na taça e libere os seus aromas.