9 de julho de 2016

Catena Chardonnay 2014: harmonização perfeita com Fondue de Queijo!

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Cris Spinola Faria
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A escolha para o sábado à noite era Fondue de Queijo, mas não a receita originária da Suíça francesa, elaborada a partir de queijos derretidos ou fundidos ("Fondu" em francês), mas sim a boa e prática massa pronta largamente consumida aqui no Brasil.

Na dúvida entre um vinho branco leve e refrescante como os que se escolhe para acompanhar os Fondues na Suíça, e entre um vinho branco mais encorpado, como o Chardonnay com bastante madeira que se escolhe por aqui, bem, escolhi um vinho que, eu achava, poderia ser o meio termo entre ambos.

E acertei! A harmonização foi perfeita!

O Vinho Zapata Chardonnay é exatamente isso: vinho de corpo médio com pouca madeira.

Depois de uma leve prensagem das uvas e remoção das cascas, as leveduras naturais dão início à fermentação alcoólica em cuba de aço inoxidável com temperatura de até 21° C, por cerca de 30 dias. Estagia com as borras em barricas de carvalho francês por um período de 9 meses, sendo 30% a 40% de barricas novas para melhor harmonização e apoio do vinho, sem grandes interferências de madeira. E depois de pronto, pode ser envelhecido por até 5 anos.

Traduz-me em um excelente vinho branco com aromas fragrantes de frutas brancas maduras, mel, baunilha e um leve aroma de tostado, estes últimos provenientes do estágio do vinho em madeira. Em boca tem corpo médio, o que facilita a harmonização, é macio e apresenta bom equilíbrio entre a  média acidez e o álcool.

Recebeu 92 pontos do crítico Robert Parker em 2014, e sempre tem boas avaliações da imprensa e profissionais especializados. Foi chamado de "delicioso" pela revista Wine Spectator.

Degustado em 09/07/2016, São Paulo - SP.
Produtor:
Catena Zapata
Vinho:
Zapata
Uva(s):
Chardonnay
Safra:
2014
País:
Argentina
Região:
Mendoza
Fechamento:
Rolha de cortiça
Preço:
R$ 105,00
Comprado em:
Mistral
Minha Avaliação:
(de * a *****)
***
Notas e observações:
Vinho delicioso!
Adoro esse estilo de Chardonnay com pouca madeira, nem tão leve e nem tão “encorpado e   amanteigado”


8 de julho de 2016

Bodegas San Dionisio, Umbría de Las Vinas Rosado Syrah 2015

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Adoro Rosés.

Não sabe com qual vinho harmonizar o seu prato? Então escolha um Rosé.

Clima indefinido de meia estação? Escolha um Rosé. 

Combina com dias quentes e com noites frias, com comidas quentes e aperitivos frios.

E este rótulo do produtor Bodegas San Dionisio, feito 100% com a uva Syrah, era um Rosé com personalidade forte, diferente dos Rosés de Provence. 

De coloração rosa de intensidade média e abatate aromático, apresentava notas de frutas vermelhas e florais bem definidas. Na boca, corpo médio, suave e refrescante.

Agradou, deve funcionar muito bem como vinho gastronômico.

Degustado em 08/07/2016, São Paulo - SP.
 
Produtor:
Bodegas San Dionisio
Vinho:
Umbría de Las Vinas Rosado
Uva(s):
Syrah
Safra:
2015
País:
Espanha
Região:
Castilla-La Mancha
Fechamento:
Rolha de cortiça
Preço:
R$ 32,00
Comprado em:
Evino
Minha Avaliação:
(de * a *****)
***
Notas e observações:
Rosé aromático e encorpado,

6 de julho de 2016

Bodegas San Dionisio, Toro Noble Tempranillo 2015

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Em um dia qualquer eu queria degustar um vinho simples, que fosse descomplicado de apreciar, e optei por uma garrafa do Toro Noble.

Coloração rubi de intensidade média. aromas de frutas vermelhas maduras, corpo médio, com taninos rústicos bem presentes e marcantes.

Degustei o vinho sem acompanhamentos, mas acho que pode ser uma boa opção de vinho gastronômico. 

Não me seduziu no primeiro dia, mas no dia seguinte estava melhor... mais macio.

Degustado em 06/07/2016, São Paulo - SP.
Produtor:
Bodegas San Dionisio
Vinho:
Toro Noble
Uva(s):
Tempranillo
Safra:
2015
País:
Espanha
Região:
Castilla-La Mancha
Fechamento:
Rolha sintética
Preço:
R$ 37,00
Comprado em:
Evino
Minha Avaliação:
**
Notas e observações:
Vinho que não me seduziu no primeiro dia, e que desceu melhor no segundo dia.

Degustação de Malbec de Cahors x Malbec de Mendoza na ABS-SP

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A uva Malbec não é a minha uva preferida, mas está entre as que eu gosto muito.

E se for um Malbec argentino, então, aí eu já vou com a certeza de que muita coisa boa sairá da garrafa.

Opinião há muito formada, e que ontem me surpreendeu.

Em uma degustação às cegas na ABS-SP de 06 vinhos Malbecs, sendo 3 provenientes da região de Cahors, na França, terra onde a Malbec nasceu, e outros 03 provenientes de Mendoza, na Argentina, terra onde a Malbec tem fama de ter se dado muito bem (e até melhor), adivinhem só?

Com as 06 taças à minha frente, e tendo que adivinhar os vinhos escolhi o segundo, o terceiro e o quarto como os meus preferidos, de acordo com o meu paladar - e independentemente da longa discussão sobre os vinhos já estarem ou não estarem maduros e prontos para serem bebidos.

BINGO! eram argentinos!

Gostei bastante do primeiro também, o "Le Malbec de Cayx", vinho de coloração rubi de intensidade média (atípica para a uva), mais ácido que os demais e de gradação alcóolica menor, sem estágio em barricas de carvalho (o único da noite), vinho leve e gostoso. Vinho perigoso, porque eu beberia fácil fácil várias tacinhas sem cansar e sem querer trocar de vinho...

Enfim, adorei o primeiro... mas preferi mesmo os argentinos...

Parabéns Hermanos! a boa fama dos Malbecs que vocês produzem não é à toa, não!

Agora, JUSTIÇA SEJA FEITA: apesar de não agradarem o meu paladar (e isso é personalíssimo), os Malbecs de Cahors eram mais complexos, tinham taninos mais marcantes e macios, o que faz com os franceses sejam, então, melhores tecnicamente falando.

E o vinho número 06, de 2004, com 12 anos de idade, simplesmente não mostrava evolução alguma nem na cor ou no halo, cor aliás que era idêntica à cor dos outros 04 vinhos anteriores, à exceção do primeiro, que era clarinho, e escondeu a idade do vinho. Mas o que a cor escondeu, os aromas revelaram: havia complexidade e muitos níveis e camadas de aromas naquela taça. E os taninos, tão macios e elegantes...
Vamos aos rótulos:

Produtor Château de Cayx, vinho Le Malbec de Cayx  2011.
De Cahors, França. Importado pela Mistral, à venda por R$ 164,50.
Adorei, muito bom, leve, gostoso e fácil de beber. Os aroms mudaram muito na taça. 
Recomendo.
  

Produtor Finca Sophenia, vinho E.S. Vino Reserve Malbec 2013.
De Mendoza, Argentina. Importado pela Tahha Vinhos, à venda por R$ 98,00.
Adorei!! Recomendo.


Produtor Mauricio Lorca, vinho Lorca Poético Malbec 2011.
De Mendoza, Argentina. Importado pela Viníssimo, à venda por R$ 152,00.
Adorei!! Recomendo.

Produtor Bodegas Nieto Senetiner, vinho Don Nicanor Malbec Barrel Select 2013.
De Mendoza, Argentina. Importado pela Casa Flora, à venda por R$ 156,00.
Adorei!! Recomendo.


Produtor Château du Cédre, vinho Château du Cédre Malbec 2008.
De Cahors, França. Importado pela World Wine, à venda por R$ 215,50.
Vinhão. Mas, de todos os vinhos, da noite, este foi o que menos me interessou (de novo, gosto é pessoal!) .


Produtor Domaine de Lagrézette, vinho Château Lagrézette Malbec 2004.
De Cahors, França. Importado pela Decanter, à venda por R$ 336,00.
Vinhão. os aromas eram ricos e complexos. Taninos presentes e muito macios.
Recomendo"

Vejam só a cor desse vinho na taça:


Cabernet Sauvignon, a rainha das uvas tintas

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Foto: Wikipédia

A Cabernet Sauvignon é a casta de uvas mais conhecida no mundo inteiro, considerada por muitos como a “rainha das uvas tintas”

É resultado do cruzamento entre as uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc, e teve sua origem na Região de Bordeaux (Médoc), na França, provavelmente no século XVIII, de quando datam os primeiros registros.

Hoje é de longe a uva mais cultivada no mundo, sendo 47.000 toneladas de uva por ano, plantadas por todo o Globo: França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Áustria, Canadá, Japão, Peru, Venezuela, Zimbábue, Brasil, China, Turquia, Marrocos, Grécia, Israel, Líbano, Moldávia, Hungria, Romênia, Bulgária, Estados Unidos, Chile, Austrália, Portugal, Argentina, Espanha, Uruguai, África do Sul e Nova Zelândia. Ufa!

Uva com aromas intensos, possui bagos pequenos e casca grossa, de maturação tardia, com coloração variando entre o violeta profundo e o preto, e dá origem a vinhos com acidez alta, taninos potentes, cor intensa e profunda, e com nível médio de álcool.


A cor de um vinho de Cabernet Sauvignon

A imagem abaixo demonstra basicamente as características da uva e os aromas que se devem esperar de um vinho feito com Cabernet Sauvignon:



Exprime as suas melhores características se cultivada em climas moderado ou quente, a fim de poder amadurecer bem e melhor, o que diminui a acidez da fruta e a adstringência dos taninos. 

Caso contrário, se cultivada em climas muito frios, resulta em vinhos extremamente secos e ácidos, com taninos muito adstringentes e agressivos e aromas herbáceos desagradáveis.

Com essas características, os vinhos produzidos com a uva Cabernet Sauvignon são considerados vinhos longevos, ideais para o envelhecimento e guarda, e geralmente são submetidos a estágio em barricas de carvalho para amaciar os taninos.

Vai muito bem em cortes com a uva Merlot, que possui bagos maiores e casca mais fina e mais clara, dando origem a um vinho menos ácido, menos tânico e mais alcoólico, e que irá balancear as características da Cabernet Sauvignon, dando mais equilíbrio ao vinho.

Também aparece em cortes com a Syrah/Shiraz, e co menos frequência com a Cabernet Franc, Sangiovese e Tempranillo.

Os vinhos produzidos com essa uva podem ser servidos desde sua forma mais simples e já desde os cinco a dez anos de envelhecimento, ou entre dez e quinze anos como os australianos; com quinze a vinte anos como os californianos; ou entre 30 e 40 anos como os Bordeaux Cru Classés.

Um vinho de Cabernet Sauvignon com tipicidade, como os produzidos na Região de Bordeaux, apresenta aromas de frutas negras (amoras, ameixa negras, cerejas negras, mirtilos/blueberries), de herbáceos (especialmente menta e pimentão verde, que são indicativos de amadurecimento insuficiente); e de baunilha ou de chocolate (em razão da passagem do vinho em madeira):


Aromas de frutas negras
Aromas herbáceos: hortelã / menta e pimentão verde
Aromas terciários (estágio em madeira) de baunilha e chocolate

E mesmo sem sair da França, os vinhos da uva Cabernet Sauvignon apresentam características diferentes dependendo da sub-região do país em que são cultivadas, como os vinhos produzidos em Margaux, que exalam notas florais de violeta; e os vinhos de St. Julien, com aroma de charuto.

A coisa complica ainda mais quando falamos de um Cabernet Sauvignon proveniente de regiões mais quentes e que apresenta aromas de frutas vermelhas e negras que podem ser frescas ou maduras, a depender do nível de amadurecimento da uvas na vindima; os já mencionados aromas de violeta e de charutos; aromas de oliva; de eucalipto; de pimenta preta; dentre outros aromas específicos e que mudam de região para região.

Em uma pesquisa rápida, deem uma olhada em todos os indicativos de aromas e sabores que eu consegui achar no Google:



 


Já esta imagem da vinícola Concha Y Toro mostra que os vinhos produzidos com a uva Cabernet Sauvignon naquela vinícola apresentam aromas de groselhas negras, cerejas negras, pimenta preta, chocolate e ameixas negras.



Como falar, então, de tipicidade? 

Como identificar um Cabernet Sauvignon com aromas típicos?

É muita informação, não é mesmo?

Ainda estou estudando, compilando dados e informações, degustando diferentes tipos de vinhos sobre essa uva e fazendo o meu próprio juízo sobre a Cabernet Sauvignon, mas por enquanto (eu confesso!) estou assustadíssima com a ideia de ter de identificar um vinho de ou co Cabernet Sauvgnon às cegas, sendo tantas as possibilidades.

Então vamos lá, aprender do jeito mais fácil, que é degustando um bom Cabernet Sauvignon de cada uma desses países, regiões e sub-regiões vitivinicultoras, em busca da "tal tipicidade".

E que comecemos logo, logo, porque são muitos vinhos para degustar!